A Noite dos Corajosos . Морган Райс
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Читать онлайн книгу A Noite dos Corajosos - Морган Райс страница 6

СКАЧАТЬ para trás para a baía, o lugar da sua derrota, vendo, ao longe, a Ilha de Knossos ainda em chamas. Ele via os restos da sua frota, a flutuar, feita em pedaços, algumas partes de navios ainda em chamas. E então ele ouviu um guincho lá no alto. Olhou para cima e pestanejou.

      Vesúvio não podia conceber o que via à sua frente. Não podia ser. Estavam dragões a cair do céu, caindo a pique na baía, imóveis.

      Mortos.

      Lá bem em cima, ele viu um homem solitário a montar um, lutando contra todos eles enquanto se agarrava à parte de trás de um dragão, empunhando uma espada. Por fim, o resto do bando virou-se e fugiu.

      Ele olhou de volta para as águas e viu, no horizonte, dezenas de navios, com as bandeiras esvoaçantes das Ilhas Perdidas. Ele viu o homem a cair do último dragão e a voltar para os navios. Ele viu a miúda, Lorna, o assassino, Merk. Saber que eles haviam sobrevivido deixava-o furioso.

      Vesúvio olhou novamente para a costa e ao examinar a sua nação de trolls morta, comida por caranguejos ou levada pela maré e comida por tubarões, ele sentiu-se mais sozinho do que nunca. Ele apercebeu-se em choque que era o único sobrevivente do exército que tinha trazido.

      Vesúvio virou-se e olhou para norte, para a parte continental da Escalon. Ele sabia que algures longe para norte, as Chamas tinham sido reduzidas. Agora, o seu povo estaria a deixar Marda, invadindo Escalon, com milhões de trolls a migrar para sul. Afinal de contas, Vesúvio tinha conseguido chegar à Torre de Kos e destruído a Espada de Chamas. Certamente, naquele momento, a sua nação tinha já atravessado e estava a desfazer Escalon em pedaços. Eles precisavam de liderança. Eles precisavam dele.

      Vesúvio podia ter perdido aquela batalha – mas, ele tinha de se lembrar que tinha ganho a guerra. O seu maior momento de glória, o momento pelo qual ele tinha aguardado a sua vida inteira, ainda estava à sua espera. Havia chegado a hora de ele reclamar o manto, de liderar o seu povo na vitória total e completa.

      Sim, pensou, ao ficar mais direito, sacudindo a dor, as feridas, o frio congelante. Ele havia conseguido aquilo para o qual ele tinha ido. Iria deixar a miúda e o seu povo agitarem-se no oceano. Afinal de contas, ele tinha a destruição de Escalon diante de si. Ele podia sempre regressar e matá-la mais tarde. Ele sorriu com o pensamento. Ele iria matá-la de facto. Ele iria despedaçá-la membro por membro.

      Vesúvio desatou então a correr, uma corrida de pleno direito. Ele iria dirigir-se para norte. Ele encontraria a sua nação. E ele iria liderá-los na maior batalha de todos os tempos.

      Estava na hora de destruir Escalon de uma vez por todas.

      Em breve, Escalon e Marda seriam um.

      CAPÍTULO QUATRO

      Kyle assistia admirado ao alargamento da fissura na terra, com milhares de trolls a cair para a sua morte, agitando-se, na direção das profundezas da terra. Alva estava por perto, de bastão erguido de onde brilhavam intensos raios de luz, tão intensos que Kyle tinha de proteger os olhos. Ele estava a destruir o exército de trolls, sozinho, protegendo o norte. Kyle tinha lutado com tudo o que tinha, assim como Kolva a seu lado. Como tinham acabado com dezenas de trolls em ferozes combates corpo-a-corpo antes de cair feridos, os seus recursos eram limitados. Alva era a única coisa que impedia os trolls de invadir Escalon.

      Os trolls logo perceberam que a fissura estava a matá-los e pararam do outro lado, a cinquenta pés de distância, percebendo que não podiam mais avançar. Olharam para Alva, Kolva, Kyle, Dierdre e Marco, com uma olhar de frustração. A fissura continuava a alastrar na direção deles e eles voltaram-se e, em pânico, fugiram.

      Pouco depois, o grande estrondo afastou-se e tudo ficou em silêncio. A maré de trolls tinha parado. Estavam a fugir de volta para Marda? Reagrupando-se para invadir outro lugar? Kyle não conseguia ter a certeza.

      Quando tudo se acalmou, Kyle permaneceu ali, na agonia causada pelos seus ferimentos. Ele observou Alva a baixar lentamente o seu bastão e a luz a escurecer ao redor dele. Alva, em seguida, virou-se para ele, estendeu a palma da sua mão e colocou-a na testa de Kyle. Este sentiu uma onda de luz a entrar no seu corpo, sentindo-se a aquecer, a ficar mais leve e, em pouco tempo, sentiu-se completamente curado. Sentou-se, em choque, sentindo-se novamente ele – e transbordando de gratidão.

      Alva ajoelhou-se ao lado de Kolva, colocou a mão no estômago e curou-o também. Pouco depois, Kolva levantou-se, claramente surpreendido por estar recuperado, com um brilho nos seus olhos. Dierdre e Marco foram os próximos e, quando Alva colocou as suas mãos neles, eles também ficaram curados. Ele aproximou o seu bastão e tocou em Leo e Andor, também. Eles levantaram-se, todos curados pelo poder mágico de Alva antes que os seus ferimentos acabassem de vez com eles.

      Kyle ficou ali, espantado, testemunhando em primeira mão o poder deste ser mágico sobre quem ele só tinha ouvido rumores durante a maior parte da sua vida. Ele sabia que estava na presença de um verdadeiro mestre. Ele também sentia que era uma presença fugaz; um mestre que não podia ficar.

      "Conseguiste", disse Kyle, cheio de admiração e gratidão. "Impediste toda a nação de trolls."

      Alva abanou a cabeça.

      "Eu não impedi", respondeu ele, deliberadamente, com uma voz cautelosa, antiga. "Eu apenas os abrandei. Uma grande e terrível destruição ainda vem a caminho."

      "Mas como?", insistiu Kyle. "A fissura – eles nunca poderiam atravessá-la. Tu mataste tantos milhares deles. Não estamos seguros?"

      Alva abanou a cabeça tristemente.

      "Tu ainda nem começaste a ver a ponta desta nação. Muitos mais milhões vão ainda avançar. A grande batalha começou. A batalha que vai decidir o destino de Escalon."

      Alva atravessou os escombros da Torre de Ur, escolhendo o seu caminho com o seu bastão. Kyle estudava-o, perplexo, como sempre, por aquele enigma. Ele finalmente virou-se para Dierdre e Marco.

      "Vocês anseiam voltar para Ur, não é?", perguntou-lhes.

      Dierdre e Marco acenaram de volta, com um olhar esperançado.

      "Ide", ele ordenou.

      Eles olharam para ele, claramente perplexos.

      "Mas não resta nada lá", disse ela. "A cidade foi destruída. Inundada. Os Pandesianos governam-na agora."

      "Voltar lá seria voltar para as nossas mortes", Marco entrou na conversa.

      "Por agora," Alva respondeu. "Mas tu vais lá fazer falta em breve, quando a grande batalha chegar."

      Dierdre e Marco, não necessitando de estímulo, viraram-se, montaram Andor juntos e galoparam para longe, para sul em direção à floresta, de volta para a cidade de Ur.

      Leo ficou para trás, ao lado de Kyle e este acariciou-lhe a cabeça.

      "Tu pensas em mim e em Kyra, não é rapaz?", perguntou Kyle a Leo.

      Leo ganiu-lhe carinhosamente. Kyle poderia dizer que ele ficaria a seu lado, protegendo-o como se ele fosse Kyra. Ele sentia nele um grande parceiro de luta.

      Kyle olhou para Alva, questionando, quando este se virou e olhou para a floresta ao norte.

      "E nós, meu senhor?", perguntou Kyle. "Onde é que fazemos falta?"

      "Exatamente aqui", disse Alva.

      Kyle СКАЧАТЬ