A Noite dos Corajosos . Морган Райс
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Читать онлайн книгу A Noite dos Corajosos - Морган Райс страница 12

СКАЧАТЬ de Kyra conseguir atacá-los com o seu bastão, um dragão aproximou-se e bateu com força em Theon com as suas garras. Theon foi apanhado de surpresa e o tremendo golpe atirou-o às voltas pelos ares.

      Kyra agarrou-se à sua querida vida enquanto eles giravam, quase fora de controlo. As asas de Theon estavam viradas ao contrário e ele tentava endireitar-se, virando-se uma e outra vez, com Kyra a mal conseguir aguentar-se, agarrando-se às suas escamas, até ele finalmente se endireitar.

      Theon rugiu em desafio e, apesar de ser menor do que o grupo, ele mergulhou para cima, sem medo, na direção do dragão que lhe havia batido. O dragão ficou claramente surpreendido ao ver que o pequeno Theon tinha recuperado e, antes de conseguir reagir, Theon enfiou os dentes na sua cauda.

      O grande dragão guinchou quando Theon lhe mordeu a cauda. Voou por um momento sem cauda e, em seguida, perdeu o rumo e caiu, de cara, diretamente no chão lá em baixo. Caiu com um estrondo, criando uma cratera e uma nuvem de poeira.

      Kyra ergueu o seu bastão, sentindo-o a queimar na palma da sua mão. Balançou-o quando mais três dragões vieram na sua direção. Ela viu uma bola de luz disparar e embater no rosto dos três dragões. Eles guincharam, pararam no ar por pouco tempo e, depois agitaram-se. Ficaram muito quietos e, em seguida, caíram como pedras, até baterem também no chão como uma explosão, mortos.

      Kyra estava espantada com o seu poder. Teria o Bastão da Verdade realmente acabado de matar três dragões com um único golpe?

      Kyra ergueu o bastão novamente, aparecendo mais uma dúzia de dragões. Quando ela o baixou, esperando fazê-los cair, ficou subitamente surpreendida ao sentir uma dor terrível na sua mão. Ela virou-se e de soslaio viu que um dragão tinha descido abruptamente por trás dela e as suas garras tinham dilacerado as costas da sua mão, que ficaram a deitar sangue, enquanto que no mesmo movimento, lhe arrancavam das mãos o Bastão da Verdade.

      Kyra gritou, mais do horror de perder o bastão do que da dor. Impotente, ela viu o dragão a voar, levando o bastão para longe dela. A seguir, o dragão deixou-o cair, e ela ficou horrorizada ao ver o bastão a cair pelos ares, a rodopiar na direção ao chão. O bastão, a última esperança de Escalon, seria destruído.

      E Kyra, agora indefesa, estava perante um bando de dragões, todos prontos para despedaçá-la.

      CAPÍTULO DEZ

      Lorna caminhava urgentemente a passos largos pelo campo e os homens de Duncan desviavam-se para ela passar. Merk caminhava ao seu lado, acompanhado por Sovos e seguido por uma dúzia de homens das Ilhas Perdidas, guerreiros que se tinham bifurcado dos outros e se tinham juntado a eles na sua jornada para fora da Baía da Morte, de volta à terra e por todo aquele caminho, no deserto, passando por Leptus. Lorna tinha, por sua própria iniciativa, levado-os para ali, sabendo que Duncan precisava dela.

      Quando se aproximou, Lorna viu os homens de Duncan a olhar para ela com admiração. Eles abriram espaço para ela passar. Finalmente chegou à pequena clareira onde Duncan estava. Reunidos à volta dele estavam guerreiros preocupados, ajoelhados ao seu lado, todos seriamente preocupados com o seu comandante moribundo. Ela viu Alvin e Aidan, a chorar, com Branco aos seus pés a emitir o único som naquele pesado silêncio.

      Uma mão parou-a quando ela se aproximou de Duncan. Ela parou e olhou para trás. Merk e Sovos ficaram tensos, com as mãos sobre as suas espadas, mas ela gentilmente colocou a mão sobre eles, não querendo um confronto.

      "Quem és tu e porque vieste até aqui?", perguntou severamente um guerreiro de Duncan.

      "Eu sou a filha do Rei Tarnis", respondeu ela com autoridade. "Duncan tentou salvar o meu pai. Eu vim para retribuir o favor."

      O homem parecia surpreendido.

      "O ferimento é fatal", disse o guerreiro. "Eu já vi isto muitas vezes em batalha. Ele já não se consegue curar."

      Foi a vez de Lorna franzir a testa.

      "Nós estamos a perder tempo. Queres que Duncan morra aqui, a sangrar? Ou devo tentar curá-lo?"

      Todos os guerreiros estavam claramente céticos desde o seu encontro com Ra e a sua feitiçaria. Eles entreolharam-se. Finalmente, Anvin assentiu.

      "Deixa-a passar", disse ele.

      Eles passaram e quando Merk e Sovos baixaram as armas, Lorna apressou-se para a frente e ajoelhou-se ao lado de Duncan.

      Ela examinou-o e soube imediatamente que o cenário não era bom. Ela podia sentir a aura negra da morte ao redor dele e sabia, ao examinar os seus olhos fechados e esvoaçantes, que o fim estava próximo. Em breve, ele abandonaria a terra. O golpe de Rá tinha provocado graves danos – não tanto por causa da adaga, mas porque, ela percebeu, Duncan se sentia traído. Ele ainda achava que tinha sido Kyra que o havia esfaqueado. Ela sentia na sua aura que, por causa disso, ele já não tinha vontade de viver. Isso estava a minar a sua energia vital.

      "Podes salvar o meu pai?"

      Lorna olhou para cima e viu Aidan, de olhos vermelhos, com o rosto molhado de lágrimas, a olhar para ela com esperança e desespero. Ela respirou fundo.

      "Não sei", ela respondeu simplesmente.

      Lorna pôs uma palma da mão na testa de Duncan e outra sobre a ferida. Ela começou a murmurar um antigo hino e, lentamente, a multidão ficou em silêncio. O choro de Aidan parou. Ela sentiu um tremendo calor a passar-lhe pelas palmas das mãos, a enfrentar a doença dele. Fechou os olhos e convocou todo o poder que tinha, tentando ler o seu destino, tentando entender o que tinha acontecido e o que o seu destino lhe reservava.

      Lentamente, tudo ficou claro para ela. Duncan estava destinado a morrer ali naquele dia. Aquele era o seu destino. Ali, naquele lugar, naquele campo de batalha, após a sua grande vitória no desfiladeiro. Ela viu todas as batalhas que ele já tinha lutado; viu a sua ascensão a guerreiro, a comandante; viu a sua última e maior batalha ali no desfiladeiro. Não era suposto ele sobreviver à inundação. Ele estava destinado a morrer no seu rasto. Ele tinha levado a revolução tão longe quanto estava destinado a levá-la.

      Ela sentiu que a sua filha, Kyra, que voava pelos ares, a caminho dali, tinha como destino assumir o seu comando. Duncan estava destinado a morrer naquele momento.

      No entanto, ao ajoelhar-se ao pé dele, Lorna invocou o poder do universo e pediu-lhe para alterar a sua sina, para mudar o seu destino. Afinal de contas, Duncan tinha sido o único e verdadeiro amigo do seu pai, o rei Tarnis, mesmo quando todos os outros lhe haviam virado as costas. Foi Duncan que o seu pai a incitou a salvar. Em nome do seu pai, ela devia-lhe isso. E ela também, no fundo, sentia que ainda poderia haver uma batalha épica para Duncan combater dentro de si próprio.

      Lorna lutava com o destino, sentindo a luta a esgotá-la. Ela sentia uma batalha épica de espíritos a lutarem furiosamente dentro de si e lutava com poderes com os quais era suposto não lutar. Poderes perigosos. Poderes que poderiam matá-la. O destino, afinal de contas, não era uma coisa a ser levada de ânimo leve.

      Enquanto lutava, Lorna sentia que a vida de Duncan estava em balanço. Por fim, ficou exausta, respirando com dificuldade e teve a resposta: era tanto a vitória como o fracasso. A vida de Duncan seria prolongada – mas apenas por um curto tempo. Ser-lhe-ia permitida uma última batalha, ser-lhe-ia autorizado ver o rosto da sua filha novamente, a sua filha verdadeira e ser-lhe-ia permitido morrer nos seus braços. Isso, pelo menos, era alguma coisa.

      Lorna tremeu, sentindo-se doente, dominada pelos poderes com que tinha lutado. As palmas das suas mãos СКАЧАТЬ